domingo, 11 de dezembro de 2011

Avaliação em EaD

Avaliar sempre é uma atitude complicada, embora tenhamos muitas teorias e estudos a respeito. Sinceramente, muitas vezes penso que o bom senso deve ser o maior critérios, pois cada caso é um caso. Quando se fala em EaD, minhas respostas começam a ficar, de certo modo, confusas. Mas acredito que algumas observações são de praxe.: Devemos ter um certo compromisso com os prazos. Acho que o conhecer de cada aluno também poderia ser um bom critério. Falo no sentido de não se LIMITAR ao que fazemos e pedimos. Mostrar real interesse, através de fórum, dúvidas. Assiduidade, também deve ser observada. Algo que sempre é usada que na EaD, pode fugir muito a realidade de alguns cursos são as conhecidas provas. Acho que o treinamento que é dado durante o curso, foge, algumas vezes, da ideia de certo ou errado. Em algumas situações, o erro pode trazer mais benefícios do que o próprio acertar.

Avaliação em EAD

A avaliação é uma temática muito debatida na organização do trabalho pedagógico. Esse debate está intrinsecamente ligado à compreensão que se tem sobre a relação entre os procedimentos de verificação e a efetiva aprendizagem dos alunos. Em outros termos, isso significa que há uma crítica à falta de compreensão quanto ao papel significativo que a avaliação deve cumprir no processo da aprendizagem. É comum encontrarmos referência sem que a avaliação seja vista como:
• aplicação de provas e exames;
• fator negativo de motivação da aprendizagem;
• mecanismo de aprovação e reprovação;
• medição por meio de notas;
• instrumento de disciplinamento.
Esse esquema ilustra a função tradicional da avaliação e atendeu, a seu modo, os requisitos de classificação, de seleção e de exclusão. Como escreve Perrenoud em uma de suas obras, “isso nada tem de surpreendente”: em todos os grupos utilizam-se sanções e recompensas para que as pessoas trabalhem. O sistema de avaliação tradicional não foge à regra, e utiliza-se da “chantagem” para fazer os alunos trabalhar.
Se bem nos exames, os alunos são recompensados com a confiança e a consideração do professor. Se “maus alunos”, não conseguem passar nos exames, sofrem sanções. Certas sanções deixam marcas por toda a vida. O mau desempenho escolar evoca hostilidade, isolamento, tratamento especial, cristalização de certos estereótipos, que agem como inibidores das potencialidades dos alunos.
Manter esses padrões tradicionais da avaliação da aprendizagem torna difícil experimentar iniciativas pedagógicas inovadoras. A educação a distância parece poder contribuir para uma ressignificação dos componentes pedagógicos, tendo em vista os objetivos de uma educação melhor, capaz de fluir na direção de um mundo que acontece em rede de relações. Tem como elementos pedagógicos básicos:
• dialogicidade;
• autonomia;
• presença de tutores;
• interatividade;
• aprendizagem individual;
• educação contínua;
• recursos tecnológicos;
• material didático previamente elaborado.
A avaliação da aprendizagem do aluno se desloca da “pedagogia do exame” e assume um grau de complexidade que envolve a parceria entre os atores envolvidos no processo: alunos e tutores. A tutoria, os materiais didáticos, a metodologia de ensino e os objetivos do projeto político e pedagógico, são elementos constitutivos da avaliação. A presença das novas tecnologias no processo permite a utilização de formas não-convencionais de avaliação. Por exemplo, é possível avaliar a capacidade de argumentação e estruturação de pensamento do aluno por meio de fóruns de discussão e chats.
Finalizando a postagem, serão pontuadas algumas finalidades básicas que devem estar presentes no processo da avaliação em EAD, a seguir:
• determinar em que medida os objetivos educacionais estão sendo realmente alcançados;
• verificar como o aluno está assimilando os conhecimentos;
• estimular o desenvolvimento do raciocínio do aluno;
• estimular a capacidade de participação;
• buscar uma coerência na teoria e na ação;
• ser reflexiva, crítica e emancipatória;
• considerar todas as situações de aprendizagem;
• utilizar a observação constante do desempenho do aluno;
• utilizar instrumentos e procedimentos de verificação adequados a cada situação de aprendizagem;
• ser parte constitutiva de todo o processo educativo.

Avaliação em EAD

Quando falamos em avaliação lembramos que muitas vezes nas aulas presenciais a palavra prova, representava a única forma de avaliação, sendo temida por muitos alunos, principalmente quando era informada como punitiva, utilizada para o professor se vingar dos alunos e mostrar que os alunos só fazem brincar em sala de aula, bagunçar o tempo todo e não prestar atenção as aulas. Neste cenário o professor é o detentor do conhecimento, considerando que o aluno venha para a escola como se fosse um disco vazio para ser preenchido pelo conhecimento escolar.

Mas, na verdade, a avaliação serve como instrumento para medir o desempenho e, a partir disto, permitir a formação de um juízo de valor sobre o que foi observado nessa medição. Tendo esses elementos à mão, fica possível estabelecer as competências a serem desenvolvidas e aperfeiçoadas com o intuito de corrigir e calibrar ações destinadas à melhoria da qualidade de ensino.

Avaliação é um processo continuo de aprendizagem no qual deve-se manter a interação entre professor e aluno. Neste caso avaliação não pode ser vista como método de reprovação mais uma especialidade para promover o conhecimento participativo, coletivo e construtivo entre ambos.

Para avaliar, podem-se utilizar diversos instrumentos, como provas, trabalhos, seminários, dinâmicas de grupo ou outras estratégias quaisquer que auxiliem o professor a adquirir informações sobre o desempenho dos alunos (na educação presencial). Como os professores podem se utilizar dessas ferramentas, o ato de avaliar não pode passar apenas por uma nota, como se o aluno fosse um número; mas um conjunto de atividades que proporcione ao aluno apresentar as suas múltiplas inteligências, de modo a desenvolve-se cognitivamente.

Quando avaliamos fazemos julgamento quantitativamente e/ou qualitativamente do “conhecimento” adquirido pelo aluno, de modo a mostrá-lo que ações devem ser enfatizados para ele possa atingir o objetivo proposto.

Nas aulas presenciais o professor pode auxiliar o aluno na obtenção das competências e habilidades prepostas, modificando as estratégias quando necessárias para atingir o objetivo. Mas na Educação à Distância a figura do professor não está presente para auxiliar o aluno em todos os momentos, nem mesmo o tutor, pois os contatos serão através de fóruns, e-mail, avisos entre outros processos assíncronos ou até mesmo síncrono como é o caso do chat ou audio/videoconferência, ficando a cargo do aluno a autonomia do estudo.

Neste caso, a construção do conhecimento deverá ser avaliada continuamente através de diversos instrumentos de avaliação, sendo obrigatória a utilização da prova presencial, mas poderão ser utilizadas outros instrumentos já citados, como as participações nos fóruns, chats, envio de arquivos ao Ambiente Virtual de Aprendizagem (portifólio).

As avaliações devem ter coerência entre os objetivos, metas e resultados educativos e necessidades culturais e socioeconômicas de uma comunidade. Sendo assim, os diversos instrumentos de avaliação serão realizáveis a qualquer momento, dependendo mais do estudante (autonomia) e de seu próprio processo de aprendizagem do que das conveniências da instituição.

Avaliação em EAD

O fato de a EAD ainda ser relativamente nova no Brasil leva a muitas dúvidas sobre todo o processo de ensino-aprendizagem, inclusive no quesito avaliação. Ela exige métodos avaliativos um pouco diferentes do ensino tradicional. Alguns até podem ser iguais ou adaptados, enquanto outros precisam ser totalmente descartados.

As ferramentas utilizadas no ensino-aprendizagem (fórum, chat, etc.) são focadas na interatividade dos alunos entre si e com o tutor, os levando a uma proximidade até maior do que se costuma ter numa sala de aula tradicional. Isso naturalmente leva a uma complexidade maior nos métodos de avaliação. É preciso considerar, por exemplo, o quanto o aluno participa de um fórum, mas não se pode deixar de lado como ele participa, se realmente acrescentou algo a discussão. O mesmo é valido em uma sessão de chat.

Por mais revolucionário que seja o método avaliativo utilizado, existe uma coisa que nunca é deixada de lado: a prova tradicional. Ela continua tendo seu valor e necessidade independente da modernização. Por mais chata que seja, e por mais que não expresse exatamente a aprendizagem do aluno, ainda é um “mal necessário”. E não existe nenhum método 100% eficiente para se avaliar o quanto o aluno aprendeu.

É muito importante entender que não existe uma formula mágica sobre como avaliar. Em cada circunstância é possível que um método A seja mais eficaz do que um método B, ou vice-versa. Cabe aos professores e tutores determinarem que métodos julguem melhor e mais adequados ao curso.

Avaliando na EaD

O momento da avaliação é, sem sombra de dúvidas, o mais crucial e mais importante da atividade educacional. É o momento em que o professor-tutor deve estar o mais sensível em seu mister pedagógico. A sensibilidade deve estar presente, sem que o docente perca sua firmeza no processo avaliativo. Quando o professor-tutor avalia o seu aluno, ele deve ter em mente que deste ato resulta sua própria avaliação. A ação, como bem nos diz a terceira lei de Newton, sempre caminha junto com sua devida reação. Uma avaliação não existe sem a outra. Daí, como eu disse anteriormente, a necessidade de uma boa dose de sensibilidade e coerência por parte do professor-tutor no ato avaliativo. Em EaD, diferentemente da modalidade de educação tradicional, a avaliação do aluno é um processo, contínuo e permanente. O aluno é avaliado a todo o momento, quer seja pelo seu envolvimento nas atividades, quer seja pela sua capacidade de interação em grupo. O momento da avaliação é um conjunto mais amplo de vários momentos, em que o aluno é avaliado nas atividades de fórum, portifólio, chat, bem como, ao final da disciplina, através da avaliação presencial. É verdade que, embora estejamos trabalhando na maior parte do tempo à distância, ainda assim o momento da avaliação escrita é o determinante entre o sucesso ou o fracasso de um aluno. Sucesso do aluno e do professor; idem para o fracasso. Na minha ação tutorial, procuro ser o mais compreensivo e franco com os meus alunos. A todo o momento, fico lembrando-lhes dos aspectos em que eles serão avaliados, para que não haja surpresas. Agindo desse modo, evito eventuais problemas que possam surgir ao longo da disciplina. O aluno tem que saber, sempre, quais os critérios que comporão o seu procedimento avaliativo.

Avaliação na EAD

Como toda modalidade de ensino, a EAD requer um processo de avaliação. A maior dificuldade é definir qual processo adotar. A prova escrita, o método mais comum e mais controverso, ainda parece ser fundamental ao se avaliar o desempenho do aluno em um curso. No entanto, deve-se somar a esse método outras formas de de analisar o grau de aprendizagem do aluno. Motivação, interesse, participação, capacidade de se expressar através da escrita e da oratória também devem ser levados em consideração. É importante estabelecer critérios objetivos e subjetivos de avaliação de modo que todo um semestre ou ano de estudo não seja avaliado apenas de forma pontual.
Nos cursos disponibilizados pela UFC na modalidade semi-presencial, avaliamos o nível de interesse e participação dos alunos através dos fóruns, chats e mensagens via solar. Ao mesmo tempo, avaliamos o domínio na parte conceitual do assunto, assim como a capacidade de escrita e de organização de idéias dos alunos. Somado a isso, temos que avaliar as atividades de portfolio cobradas durante todo o período do curso. O portfolio nos permite avaliar de maneira mais objetiva a capacidade de interpretação do enunciados das questões, domínio conceitual e capacidade resolver questões. Após essas avaliações, temos por último que julgar o desempenho dos alunos na tradicional prova escrita. A prova escrita, que é a avaliação mais objetiva possível, tem um peso maior na média final do aluno, o que considero justo, pois para fazer uma "boa prova"exige-se do aluno domíno conceitual, capacidade de escrita, organização das idéias e capacidade de resolução de exercícios.

Atenciosamente,

O processo avaliativo na EaD

A avaliação tem como função verificar o que o aluno aprendeu durante o processo de ensino-aprendizagem buscando assim melhorar cada vez mais.

Segundo os estudos de Bloom (1993) a avaliação do processo ensino-aprendizagem, apresenta três tipos de funções: diagnóstica (analítica), formativa (controladora) e somativa (classificatória).

A avaliação diagnóstica é a base para se iniciar a caminhada e deve ser respeitada, a avaliação formativa trata dos conteúdos que devem ser ministrados(objetivos previstos) e deve ser aplicada durante todo o curso servindo de retorno ao aluno, quanto ao seu domínio do assunto abordado(acertos e erros), e a somativa deve ser feita ao final de cada etapa para classificar o aluno de acordo com os níveis de aproveitamento previamente estabelecidos.

Avaliar não é fácil, mas, quando os critérios estão bem estabelecidos e são discutidos pelos envolvidos a possibilidade de sucesso é maior. Avaliar não é algo fechado e acabado temos que ser um pouco flexível para entender que não existe processo de ensino-aprendizagem perfeito, dentro dessa filosofia buscamos acertar mais e errar menos.

Att,

Willame.



Avaliação em Ead

Olá caros colegas,

Falar sobre avaliação em Ead significa entrar em polêmica, pois até então, a mesma vem a ser um assunto tão discutido pelos especialistas no assunto quanto os lances duvidosos das ultimas rodadas do campeonato brasileiro de 2011 vem sendo debatido pelos torcedores.

É consenso de que não há consenso sobre avaliações em Ead. É um caminho tortuoso até chegarmos a idealização da avaliação perfeita, não só na Ead, como no âmbito da educação, em geral.
A seguir citarei, alguns pontos que considero importantes ao ser realizada uma avaliação para alunos frequentadores do ensino a distância.

O Domínio de conteúdo é considerado por muitos o ponto chave da avaliação, apesar de não ser o único a ser levado em conta, deve ter certo grau de importância. Algumas polêmicas envolvem este tema. A maneira como o mesmo é "avaliado" (provas, questionários, portfólios e etc.) ainda é motivo de discussão, pois muitos não as consideram uma maneira eficaz de avaliar. Aproveito a ocasião para deixar uma reflexão:
"Pode-se afirmar que se um estudante que tem bom desempenho em uma prova, o mesmo está com um bom domínio de conteúdo?" ou ainda...
"E um estudante que não tem bom desempenho em uma prova, pode-se afirmar que o mesmo não está com um bom domínio de conteúdo?"
As "Provas" que são os principais instrumentos de avaliação do domínio do conteúdo acabam sendo algo com um sentido mais burocrático, tendo-se a obrigatoriedade da atribuição de notas. Na ead, além desse sentido burocrático tem-se também a questão da "Prova" servir como um documento legal e palpável o qual registrará a presença do aluno na realização da avaliação. Alguns especialistas renomados no ramo da Ead defendem que as avaliações presenciais não sejam também a distância.

Outro importante ponto ao citarmos a avaliação em Ead é a interação. Um dos princípios básicos da Ead permite aproximar cursistas e tutores, não importando a distância, em simples ferramentas virtuais e interacionistas (fóruns, chats, videoconferências, etc.). Na Ead o aprendizado é construído por todos, é uma via de vários sentidos, alunos e professores contribuem na construção do aprendizado um do outro.
Por esses motivos, considero essencial a utilização da interação como critério de avaliação. Através da interação pode-se idealizar o modelo de cada aluno, não totalmente, pois falta a presença física. Idealizando-se o modelo de cada aluno, podemos avaliar como cada um está se saindo na disciplina e o mais importante, saberemos quando e como interferir durante o andamento do curso, pois a interação permite que encontremos os pontos fortes e dificuldades dos alunos através de uma avaliação formativa.

Além do domínio de conteúdo e da Interação, diversos outros pontos são relevantes ao realizarmos uma avaliação em Ead:

-Realização de testes diagnósticos de modo a identificar as dificuldades dos estudantes no início de uma disciplina (Avaliação Diagnóstica). Esse tipo de avaliação se torna um pouco complicado devido a uma extensa carga horária dos cursos a serem cumpridas.
- Assiduidade nas atividades durante o curso. Seguir com rigor uma agenda já pré-determinada do curso, pode tanto facilitar o aprendizado do aluno, como também fazer com que o tutor veja com "bons olhos" o desempenho do cursista.
- Participações frequentes nos fóruns, seguidas de comentários relevantes e de autoria própria.
- Interação constante com professores e alunos, principalmente, quando o aluno for solicitado.
- Exercício da autonomia. Nesse caso, o aluno pode mostrar nas diversas ferramentas (fóruns, chats, portfolios) o quanto está ambientado com a plataforma e os conteúdos. Vale ressaltar que ter dúvidas não é sinal de avaliação abaixo da média, pelo contrário, o aluno pode usar da interação para esclarecer suas dúvidas, o que lhe concederá ótimas avaliações.

Avaliação em EAD

No nosso entender avaliar é um ato de atribuir valores e essa atribuição nos leva
sempre a um ato de reflexão crítica sobre essa prática, no sentido de acompanhar
sua evolução, seus obstáculos e suas dificuldades.

Alguns teóricos classificam esse processo em alguns aspectos quanto a forma e o
momento dessa ação:

- Avaliação Formativa aquela que ocorre durante o processo de instrução;
- Avaliação Somativa ocorre no final da instrução; e
- Avaliação Diagnóstica ocorre em dois momentos diferentes antes e durante o processo.

Obviamente que esse preâmbulo que fizemos diz respeito a Avaliação como um todo não distinguindo a forma como ela é realizada se a distância ou se presencial.
Com relação a EAD seus presuspostos são os mesmos, contudo com o aparecimento de novas tecnologias algumas pesquisas tem sido realizadas no sentido de cria subsídios para reduzirmos o grau de subjetividade do conhecimento humano, agregando as características dessas novas TIC sempre evidenciando esse progresso, por exemplo o aluno ao postar sua atividade não mais pode
ser avaliado simplesmente pelo domínio do conteúdo, mas outros fatores agora devem ser agregados tais como: a momentâniedade, a interação entre os participantes, o raciocínio apresentados em situações-problemas,o domínio da ferramenta, o exercício da autonomia e vários outros sempre objetivando aspectos quantitativos e qualitativos.
Vários estudos tem sido realizados nesse campo no entanto podemos constatar que na maioria das vêzes o processo continua empregando o mesmo utilizado na forma presencial, ou seja, o professor faz a sua avaliação segundo aspectos tradicionais tais como: reprodução do conteúdo ensinado nos AVA e a frequência traduzida pelo número de acesso ao referido ambiente, o que a nosso ver não acompanha o desenvolvimento, nem a inclusão necessários dos presupostos que colocamos na nossa introdução.

sábado, 10 de dezembro de 2011

Avaliação na EaD

Olá colegas.

A avaliação é o efeito produzido pelo processo de aprendizagem, envolvendo aspectos pedagógicos, conteúdos e currículos educacionais, capaz de fundamentar uma verificação que objetiva determinar a competência, o progresso e o julgamento de mérito de um aluno.

A educação a distância apresenta uma proposta de avaliação que estabelece claramente o que vai ser avaliado, combina uma variedade de instrumentos que possibilitam contemplar aspetos quantitativos e qualitativos, contudo é limitada atualmente conforme o paradigma educacional adotado.

As atividades desenvolvidas na EaD envolvem a avaliação que concentra a participação dos alunos em bate-papos, chats, fóruns e listas de discussão, durante o curso. Todo esse processo tem o acompanhamento do tutor, que observa e registra o desempenho individual e do grupo na execução das tarefas, cujos resultados são posteriormente analisados para avaliar a necessidade de modificação ou melhoria para fins de promoção, realizada através de provas presenciais.

No processo de avaliação em qualquer modalidade de ensino deve ser levado em conta à continuação do aprendizado, pois a aprendizagem não pode ser engessada, com tanta tecnologia ao alcance do aluno.


Avaliação em EaD


O ensino a distancia tem superado barreiras como a geográfica para alcançar os estudantes.

Saudações...

Sobre a avaliação em EaD eu penso que temos que dispor de mecanismos que compensem a ausência de recursos que só podem ser utilizados na modalidade de ensino presencial. Essa conpenssação deve favorecer o processo de avaliação sem necessariamente comprometer sua eficiencia/qualidade.
Por exemplo, bem sabemos que o ensino a distância tem compensado a dificuldade na oferta de estudo em seu aspecto geográfico. Em regiões de dificil acesso a escolarização tem chegado por meio da internet, como é o caso em regiões como a Norte. Porem, não podemos camuflar resultados, ou facilitar no processo de avaliação com o objetivo de promover o aluno ao ano ou ao semestre seguinte, por nos compadecermos de sua situação, seja geográfica ou seja econômica.
Não estou dizendo que isso aconteça, só estou dizendo que esta não deveria ser uma postura a ser adotada.

Como bem sabemos, o aluno de EaD deve ter um perfil:

Perfil do estudante em EaD

Penso que uma forma eficiente de avaliar é dlevar em consideração uma atitude do aluno que corresponda ao perfil necessário. Um aluno comprometido/dedicado não se absterá de realizar as atividades e muito menos de contribuir com as observações dos colegas em Fóruns, chats e outros. Mesmo um aluno com perfil tímido, penso eu, não teria dificuldades para agregar valor aos trabalhos pois a EaD favorece bastante a colaboração das partes envolvidas sem necessariamente ter que haver uma exposição direta (pessoal) por parte do estudante.

prova2
Na EaD o estudante deve estar focado nas atividades e nos processos que as envolve.


O estudante deve estar atento ao calendário de atividades e aos cronogramas que os mesmos obedecem. Não basta participar, tem que contribuir. Não é por que um aluno contribuiu com uma quantidade X de postagens em um fórum que ele participou, nós tutores, devemos levar em consideração o conteúdo da postagem, a qualidade da mesma. O argumento, ou as propostas do estudante devem não apenas estar de acordo com o objeto de estudo do grupo, mas tambem ter seu grau de relevância para o momento.

Para concluir, penso que o tutor deve ter "jogo de cintura" para agregar ao trabalho aqueles que se distanciam das dinâmicas e trabalhos realizados seja em grupo ou individual e ser flexível/sensível para análizar os casos singulares em que determinados alunos de fato precisam de alguma ajuda para se sentirem motivados a continuar a formação.


Bem, precisamos estar cada vez mais envolvidos com esse processo e a avaliação dele já que é um passaporte para uma melhoria não apenas na qualidade de vida de nossos irmãos brasieliros mas tambem, no processo de amadurecimento de uma sociedade livre, já que a educação é o melhor eo mais eficiente caminho para a liberdade.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Avaliação em EaD

Olá a todos!

Falar sobre avaliação em EaD ainda gera muitas dúvidas, entretanto ocorre um senso comum entre os pesquisadores da área quando falam de bom senso.

Assim como no ensino presencial, a avaliação no EaD deve ter bom senso. O bom planejamento das atividades, com objetivos claros e bem definidos é um bom começo para se pensar em uma avaliação de qualidade.

Como vimos no debate nos nossos fóruns de discussão, as práticas avaliativas ainda estão se consolidando em meio aos tutores, sendo essa dinâmica totalmente pertinente se tratando de uma modalidade de ensino relativamente nova aqui no Brasil.

Na minha opinião, elementos como:
  • Interação dos aluno para com os demais;
  • Qualidade da postagem;
  • Responder questionamentos quando solicitado; e
  • Uma assiduidade boa nas atividades.
 Se tornam fundamental para dar um norte na avaliação do tutor, sendo o mesmo autônomo o suficiente para estudar caso a caso.

domingo, 27 de novembro de 2011

Preparação do Chat

Quanto as questões abaixo:

Durante nossa prática realizamos alguns procedimentos para que tenhamos um bom rendimento na aula em que utilizaremos o bate-papo. São eles:
- Planejar assuntos ou pautas antes de se reunir com os estudantes;
- Estimular a interação entre os integrantes durante o chat;
- Marcar o encontro de grupos pequenos (até 10 pessoas);
- Estabelecer um tempo para que os alunos possam ler e estudar sobre o assunto.

• Você concorda com os tópicos acima?
Além dos tópicos acima citados, o tutor também deve deixar bem claro algumas regras do Chat, o tempo de duração e quais serão os tópicos discutidos, e trabalhar no alinhamento da discussão para que o debate não mude o seu foco (isso com base na minha experiência como educando e não como educador a distância.)

• Como criar ou introduzir um tema?
O tema a ser introduzido será de acordo com o trabalho à ser realizado ou o assunto que está sendo estudado/refletido. A introdução dos tópicos a serem trabalhados no chat deverão ocorrer de forma clara e objetiva.

• Existem diferentes tipos de bate papo?
Na minha pouca experiência penso que existam não diferentes tipos mas bate-papos com objetivos diferentes ou conteúdos diferentes, mas penso que a metodologia/dinâmica é a mesma.

• Você já realizou um bate papo diferente, como por exemplo, uma entrevista ou com um grupo menor de pessoas?
Apenas em 2010 quando trabalhei com um blog para incitar meus alunos a discutirem conceitos físicos ligados a eletricidade, foi muito produtivo.

Paulo Freire e a EaD

Caros colegas e demais,
A proposta de análise da professora Priscila David é bem desafiadora, tendo em vista que Paulo Freire quando discorreu sobre sua teoria, ele não pensara na aplicação da mesma no constexto da EAD. Entretanto, como a EAD se trata de um ambiente de aprendizagem, sua teoria seria, e é, perfeitamente aplicável.
Após a leitura do artigo, percebi que os preceitos de Paulo Freire estão presentes e incentivados em minha prática pedagógica. Principalmente no que diz respeito a Humildade e ao Pensar Crítico. Os outros pilares também são perceptíveis no AVA, como posso exemplificar a seguir:
Amor: A relaçãi interpessoal é algo presente em todos os ramos da aprendizagem, o fato de o processo de ensino-aprendizagem envolver seres humanos, o sentimento amor deve ser um norte na forma de tratamento entre os mesmos.
Humildade: A procura do saber deve ser algo contante, não apenas para os alunos como também pelo tutor.
Fé nos Homens: Deixar com que os alunos tenham autonomia para resolver suas atividades, entretanto sempre tendo o respaldo do professor para conduzi-lo numa melhor maneira para assimilar o conteúdo através, na grande maioria das vezes, de perguntas feitas pelo tutor.
Esperança: Acreditar que os alunos possam estar querendo um aprofundamento do conteúdo, ou seja, os alunos exercem a sua autonomia plena.
Pensar Crítico: A análise de mundo dos alunos deve ser algo presente em todas as disciplina, o pensar crítico proposto por Paulo Freire pode ser perfeitamente aplicável, pois há a necessidade de formarmos pessoas críticas da sociedade em que vivemos.
Espero ter dado minha contribuição de forma significativa.
Atenciosamente,
Thomaz Edson

5 Pilares de Paulo Freire

• Como relacionar cada trecho acima com a EAD?

Em sua essência, todo o texto acima está relacionado com a EAD. O tutor deve ter compromisso com o ato de educar, e nas palavras de Paulo Freire, o amor se traduz no compromisso.

O tutor deve ter humildade para perceber que ele não é o senhor absoluto do saber, mas um instrumento de colaboração para a formação do mesmo no educando.

O tutor/ deve ter fé nos homens e esperança pois nosso trabalho se constitui do objetivo de levar transformação/libertação à sociedade, e isso, por meio da educação, crendo na possibilidade de que cada homem possa também oferecer o seu melhor ao coletivo.

E por fim, mas não menos importante, cada tutor deve investir na autonomia intelectual de seus educandos, na construção de mentes críticas que se disponham a analizar os fatos, meios e motivações dos contextos em que estão inseridos para que não se deixem levar “pela maioria”, mas sim, assumir um posiocionamento consciente diante dos fatos.

• Como pensar em diálogo em um ambiente virtual?

Os AVA não dificultam a comunicação, pelo contrário, eles viabilizam. O que se te3m que trabalhar e a cultura do diálogo pedagógico, com propósitos específicos, que infelizmente, ainda deve amadurecer um pouco, pois não basta apenas dialogar, deve-se atingir um objetivo.

• O diálogo falado por Paulo Freire pode ser aplicado durante as interações ambientes virtuais? Como?

Não só pode como deve, a proposta de Freire não se difere em nada do objetivo da educação como um todo, no início do vídeo, apresentador faz a seguinte colocação: “Paulo Freire enfatiza em sua proposta pedagógica a proximidade interpessoal entre o educador e o educando”. Um dos muitos propósitos que a EAD tem em comum com o trabalho de Freite, exceto pelo método que não é o presencial.

• Você aplica esses pilares em suas práticas pedagógicas?

Aplico em minhas práticas presenciais, pois como já coloquei aqui anteriormente, não tenho nenhuma experiência como tutor de EAD, estou ingressando nesse universo agora, mas bastante curioso.

Olhando de Perto (Alguns Exemplos):

Amor – Já procurei me aproximar mais de um aluno por ter tomado conhecimento do seu contexto de vida. Senti em mim uma vontade gritante de mudar a realidade dele, ou de pelo menos mostra à ele que o caminho para a mudança era a educação. Mas em termos gerais, me sinto muito motivado à execução do meu trabalho quando penso que por meio da educação podemos mudar a realidade de nossos estudantes.

Humildade – Quando esta começando na carreira de professor uma aluna após uma explicação me perguntou pra quem eu havia explicado, se pros alunos ou pra mim mesmo. Aquilo foi um tapa na cara, mas ao mesmo tempo foi um despertar para a sensibilidade de que os estudantes não compartilhavam do nível de conhecimento de que eu dispunha.

Fé nos homens e Esperança – É uma constante, tendo em vista que nossa vocação vem da motivação de transformar o mundo, e isso não por outro meio, se não, através daqueles que passam por nós.

Pensar Crítico – Fazendo uso das palavras de Paulo Freire no vídeo, é fundamental trabalharmos com uma pedagogia das perguntas e não das respostas. Despertar a curiosidade e a autonomia intelectual refletir sobre as questões que são ou não objeto de estudo.