domingo, 11 de dezembro de 2011

Avaliação em EaD

Avaliar sempre é uma atitude complicada, embora tenhamos muitas teorias e estudos a respeito. Sinceramente, muitas vezes penso que o bom senso deve ser o maior critérios, pois cada caso é um caso. Quando se fala em EaD, minhas respostas começam a ficar, de certo modo, confusas. Mas acredito que algumas observações são de praxe.: Devemos ter um certo compromisso com os prazos. Acho que o conhecer de cada aluno também poderia ser um bom critério. Falo no sentido de não se LIMITAR ao que fazemos e pedimos. Mostrar real interesse, através de fórum, dúvidas. Assiduidade, também deve ser observada. Algo que sempre é usada que na EaD, pode fugir muito a realidade de alguns cursos são as conhecidas provas. Acho que o treinamento que é dado durante o curso, foge, algumas vezes, da ideia de certo ou errado. Em algumas situações, o erro pode trazer mais benefícios do que o próprio acertar.

Avaliação em EAD

A avaliação é uma temática muito debatida na organização do trabalho pedagógico. Esse debate está intrinsecamente ligado à compreensão que se tem sobre a relação entre os procedimentos de verificação e a efetiva aprendizagem dos alunos. Em outros termos, isso significa que há uma crítica à falta de compreensão quanto ao papel significativo que a avaliação deve cumprir no processo da aprendizagem. É comum encontrarmos referência sem que a avaliação seja vista como:
• aplicação de provas e exames;
• fator negativo de motivação da aprendizagem;
• mecanismo de aprovação e reprovação;
• medição por meio de notas;
• instrumento de disciplinamento.
Esse esquema ilustra a função tradicional da avaliação e atendeu, a seu modo, os requisitos de classificação, de seleção e de exclusão. Como escreve Perrenoud em uma de suas obras, “isso nada tem de surpreendente”: em todos os grupos utilizam-se sanções e recompensas para que as pessoas trabalhem. O sistema de avaliação tradicional não foge à regra, e utiliza-se da “chantagem” para fazer os alunos trabalhar.
Se bem nos exames, os alunos são recompensados com a confiança e a consideração do professor. Se “maus alunos”, não conseguem passar nos exames, sofrem sanções. Certas sanções deixam marcas por toda a vida. O mau desempenho escolar evoca hostilidade, isolamento, tratamento especial, cristalização de certos estereótipos, que agem como inibidores das potencialidades dos alunos.
Manter esses padrões tradicionais da avaliação da aprendizagem torna difícil experimentar iniciativas pedagógicas inovadoras. A educação a distância parece poder contribuir para uma ressignificação dos componentes pedagógicos, tendo em vista os objetivos de uma educação melhor, capaz de fluir na direção de um mundo que acontece em rede de relações. Tem como elementos pedagógicos básicos:
• dialogicidade;
• autonomia;
• presença de tutores;
• interatividade;
• aprendizagem individual;
• educação contínua;
• recursos tecnológicos;
• material didático previamente elaborado.
A avaliação da aprendizagem do aluno se desloca da “pedagogia do exame” e assume um grau de complexidade que envolve a parceria entre os atores envolvidos no processo: alunos e tutores. A tutoria, os materiais didáticos, a metodologia de ensino e os objetivos do projeto político e pedagógico, são elementos constitutivos da avaliação. A presença das novas tecnologias no processo permite a utilização de formas não-convencionais de avaliação. Por exemplo, é possível avaliar a capacidade de argumentação e estruturação de pensamento do aluno por meio de fóruns de discussão e chats.
Finalizando a postagem, serão pontuadas algumas finalidades básicas que devem estar presentes no processo da avaliação em EAD, a seguir:
• determinar em que medida os objetivos educacionais estão sendo realmente alcançados;
• verificar como o aluno está assimilando os conhecimentos;
• estimular o desenvolvimento do raciocínio do aluno;
• estimular a capacidade de participação;
• buscar uma coerência na teoria e na ação;
• ser reflexiva, crítica e emancipatória;
• considerar todas as situações de aprendizagem;
• utilizar a observação constante do desempenho do aluno;
• utilizar instrumentos e procedimentos de verificação adequados a cada situação de aprendizagem;
• ser parte constitutiva de todo o processo educativo.

Avaliação em EAD

Quando falamos em avaliação lembramos que muitas vezes nas aulas presenciais a palavra prova, representava a única forma de avaliação, sendo temida por muitos alunos, principalmente quando era informada como punitiva, utilizada para o professor se vingar dos alunos e mostrar que os alunos só fazem brincar em sala de aula, bagunçar o tempo todo e não prestar atenção as aulas. Neste cenário o professor é o detentor do conhecimento, considerando que o aluno venha para a escola como se fosse um disco vazio para ser preenchido pelo conhecimento escolar.

Mas, na verdade, a avaliação serve como instrumento para medir o desempenho e, a partir disto, permitir a formação de um juízo de valor sobre o que foi observado nessa medição. Tendo esses elementos à mão, fica possível estabelecer as competências a serem desenvolvidas e aperfeiçoadas com o intuito de corrigir e calibrar ações destinadas à melhoria da qualidade de ensino.

Avaliação é um processo continuo de aprendizagem no qual deve-se manter a interação entre professor e aluno. Neste caso avaliação não pode ser vista como método de reprovação mais uma especialidade para promover o conhecimento participativo, coletivo e construtivo entre ambos.

Para avaliar, podem-se utilizar diversos instrumentos, como provas, trabalhos, seminários, dinâmicas de grupo ou outras estratégias quaisquer que auxiliem o professor a adquirir informações sobre o desempenho dos alunos (na educação presencial). Como os professores podem se utilizar dessas ferramentas, o ato de avaliar não pode passar apenas por uma nota, como se o aluno fosse um número; mas um conjunto de atividades que proporcione ao aluno apresentar as suas múltiplas inteligências, de modo a desenvolve-se cognitivamente.

Quando avaliamos fazemos julgamento quantitativamente e/ou qualitativamente do “conhecimento” adquirido pelo aluno, de modo a mostrá-lo que ações devem ser enfatizados para ele possa atingir o objetivo proposto.

Nas aulas presenciais o professor pode auxiliar o aluno na obtenção das competências e habilidades prepostas, modificando as estratégias quando necessárias para atingir o objetivo. Mas na Educação à Distância a figura do professor não está presente para auxiliar o aluno em todos os momentos, nem mesmo o tutor, pois os contatos serão através de fóruns, e-mail, avisos entre outros processos assíncronos ou até mesmo síncrono como é o caso do chat ou audio/videoconferência, ficando a cargo do aluno a autonomia do estudo.

Neste caso, a construção do conhecimento deverá ser avaliada continuamente através de diversos instrumentos de avaliação, sendo obrigatória a utilização da prova presencial, mas poderão ser utilizadas outros instrumentos já citados, como as participações nos fóruns, chats, envio de arquivos ao Ambiente Virtual de Aprendizagem (portifólio).

As avaliações devem ter coerência entre os objetivos, metas e resultados educativos e necessidades culturais e socioeconômicas de uma comunidade. Sendo assim, os diversos instrumentos de avaliação serão realizáveis a qualquer momento, dependendo mais do estudante (autonomia) e de seu próprio processo de aprendizagem do que das conveniências da instituição.

Avaliação em EAD

O fato de a EAD ainda ser relativamente nova no Brasil leva a muitas dúvidas sobre todo o processo de ensino-aprendizagem, inclusive no quesito avaliação. Ela exige métodos avaliativos um pouco diferentes do ensino tradicional. Alguns até podem ser iguais ou adaptados, enquanto outros precisam ser totalmente descartados.

As ferramentas utilizadas no ensino-aprendizagem (fórum, chat, etc.) são focadas na interatividade dos alunos entre si e com o tutor, os levando a uma proximidade até maior do que se costuma ter numa sala de aula tradicional. Isso naturalmente leva a uma complexidade maior nos métodos de avaliação. É preciso considerar, por exemplo, o quanto o aluno participa de um fórum, mas não se pode deixar de lado como ele participa, se realmente acrescentou algo a discussão. O mesmo é valido em uma sessão de chat.

Por mais revolucionário que seja o método avaliativo utilizado, existe uma coisa que nunca é deixada de lado: a prova tradicional. Ela continua tendo seu valor e necessidade independente da modernização. Por mais chata que seja, e por mais que não expresse exatamente a aprendizagem do aluno, ainda é um “mal necessário”. E não existe nenhum método 100% eficiente para se avaliar o quanto o aluno aprendeu.

É muito importante entender que não existe uma formula mágica sobre como avaliar. Em cada circunstância é possível que um método A seja mais eficaz do que um método B, ou vice-versa. Cabe aos professores e tutores determinarem que métodos julguem melhor e mais adequados ao curso.

Avaliando na EaD

O momento da avaliação é, sem sombra de dúvidas, o mais crucial e mais importante da atividade educacional. É o momento em que o professor-tutor deve estar o mais sensível em seu mister pedagógico. A sensibilidade deve estar presente, sem que o docente perca sua firmeza no processo avaliativo. Quando o professor-tutor avalia o seu aluno, ele deve ter em mente que deste ato resulta sua própria avaliação. A ação, como bem nos diz a terceira lei de Newton, sempre caminha junto com sua devida reação. Uma avaliação não existe sem a outra. Daí, como eu disse anteriormente, a necessidade de uma boa dose de sensibilidade e coerência por parte do professor-tutor no ato avaliativo. Em EaD, diferentemente da modalidade de educação tradicional, a avaliação do aluno é um processo, contínuo e permanente. O aluno é avaliado a todo o momento, quer seja pelo seu envolvimento nas atividades, quer seja pela sua capacidade de interação em grupo. O momento da avaliação é um conjunto mais amplo de vários momentos, em que o aluno é avaliado nas atividades de fórum, portifólio, chat, bem como, ao final da disciplina, através da avaliação presencial. É verdade que, embora estejamos trabalhando na maior parte do tempo à distância, ainda assim o momento da avaliação escrita é o determinante entre o sucesso ou o fracasso de um aluno. Sucesso do aluno e do professor; idem para o fracasso. Na minha ação tutorial, procuro ser o mais compreensivo e franco com os meus alunos. A todo o momento, fico lembrando-lhes dos aspectos em que eles serão avaliados, para que não haja surpresas. Agindo desse modo, evito eventuais problemas que possam surgir ao longo da disciplina. O aluno tem que saber, sempre, quais os critérios que comporão o seu procedimento avaliativo.

Avaliação na EAD

Como toda modalidade de ensino, a EAD requer um processo de avaliação. A maior dificuldade é definir qual processo adotar. A prova escrita, o método mais comum e mais controverso, ainda parece ser fundamental ao se avaliar o desempenho do aluno em um curso. No entanto, deve-se somar a esse método outras formas de de analisar o grau de aprendizagem do aluno. Motivação, interesse, participação, capacidade de se expressar através da escrita e da oratória também devem ser levados em consideração. É importante estabelecer critérios objetivos e subjetivos de avaliação de modo que todo um semestre ou ano de estudo não seja avaliado apenas de forma pontual.
Nos cursos disponibilizados pela UFC na modalidade semi-presencial, avaliamos o nível de interesse e participação dos alunos através dos fóruns, chats e mensagens via solar. Ao mesmo tempo, avaliamos o domínio na parte conceitual do assunto, assim como a capacidade de escrita e de organização de idéias dos alunos. Somado a isso, temos que avaliar as atividades de portfolio cobradas durante todo o período do curso. O portfolio nos permite avaliar de maneira mais objetiva a capacidade de interpretação do enunciados das questões, domínio conceitual e capacidade resolver questões. Após essas avaliações, temos por último que julgar o desempenho dos alunos na tradicional prova escrita. A prova escrita, que é a avaliação mais objetiva possível, tem um peso maior na média final do aluno, o que considero justo, pois para fazer uma "boa prova"exige-se do aluno domíno conceitual, capacidade de escrita, organização das idéias e capacidade de resolução de exercícios.

Atenciosamente,

O processo avaliativo na EaD

A avaliação tem como função verificar o que o aluno aprendeu durante o processo de ensino-aprendizagem buscando assim melhorar cada vez mais.

Segundo os estudos de Bloom (1993) a avaliação do processo ensino-aprendizagem, apresenta três tipos de funções: diagnóstica (analítica), formativa (controladora) e somativa (classificatória).

A avaliação diagnóstica é a base para se iniciar a caminhada e deve ser respeitada, a avaliação formativa trata dos conteúdos que devem ser ministrados(objetivos previstos) e deve ser aplicada durante todo o curso servindo de retorno ao aluno, quanto ao seu domínio do assunto abordado(acertos e erros), e a somativa deve ser feita ao final de cada etapa para classificar o aluno de acordo com os níveis de aproveitamento previamente estabelecidos.

Avaliar não é fácil, mas, quando os critérios estão bem estabelecidos e são discutidos pelos envolvidos a possibilidade de sucesso é maior. Avaliar não é algo fechado e acabado temos que ser um pouco flexível para entender que não existe processo de ensino-aprendizagem perfeito, dentro dessa filosofia buscamos acertar mais e errar menos.

Att,

Willame.