A educação se caracteriza por ser um ponto sempre discutido em todo mundo e que está em permanente processo de revisão e adaptação, principalmente no que diz respeito ao uso de novas tecnologias para educação [2].
Para tanto se faz extremamente importante o preparo da aula, conhecido como Engenharia Didática, com bastante antecedência, e seguindo sempre algumas linhas de raciocínio e planejamento de reconhecidos e exitosos autores que dispomos em nossa literatura.
Para essa Engenharia Didática, sugere-se a autora Michele Artigue [1], podendo-se utilizar diversos outros autores que publicam sobre esse mesmo tema.
Em sua teoria, Artigue [1] sugere que para se preparar uma Engenharia Didática, o professor deverá seguir alguns passos distintos, que são eles:
1. Análise preliminar
Em uma análise preliminar, o professor/tutor deverá selecionar qual conteúdo será lecionado para a turma, além de buscar informações prévias de seus alunos, tais como formação prévia, contexto histórico, social e cultural. Tudo isso para auxiliar nas dinâmicas que serão utilizadas em sala de aula.
2. Concepção e análise a priori das situações da engenharia didática
Nessa fase seria o planejamento de como as ações deverão ser desenvolvidas em sala de aula, almejando atingir um determinado objetivo, que deverá está bem definido e claro.
3. Experimentação
Já nessa fase, o tutor planeja como será a execução de suas aulas, ou seja, como serão conduzidas as sequencias didáticas a fim de colocar os pontos, descritos nas etapas das etapas anteriores, em execução.
4. Análise a posteriori e validação
Já na fase atual, da validação, o professor deverá definir em sua Engenharia Didática como o conteúdo, assim como todo seu planejamento será avaliado juto aos alunos.
Com isso, espera-se obter uma Engenharia didática bastante favorável para que uma aprendizagem Significativa, segundo Ausubel [3; 4], seja efetivada dentro da sala de aula seja ela presencial ou virtual.
Biblografia:
[1] ARTIGUE, M.. Ingénierie didactique. Recherches en Didactique des Mathématiques, vol. 9, n°3, pp. 281-307. La Pensée Sauvage, 1990.
[2] LAKATOS, E. M., Marconi, M. de A. Metodologia científica, ciência e conhecimento, métodos científicos, teoria, hipóteses e variáveis. Atlas, 2a Edição revista e ampliada. 1991.
[3] MOREIRA, M. A. A teoria da aprendizagem significativa e sua implementação em sala de aula. Brasília: Ed. Universidade de Brasília, 2006.
[4] RIBEIRO, J. W.; MARTINS, D. G.; VALENTE, J. A.; FREITAS, D. B.; SANTOS, M. J. C.; LIMA, L.; LIMA, I. P.; SANTOS, M. J. C.; BARROS FILHO, E.; M. Contribuições da Aprendizagem Significativa e Telecolaborativa no Ensino de Ciências In: 15o CIAED - Congresso Internacional ABED de Educação a Distância: A Procura de Processos de Ensino-Aprendizagem em EAD, 2009, Fortaleza, Ce. Ed. CD ROM. São Paulo: Cd Rom- ABED, v. s/n. p. 1-10. 2009.
Caro Daniel,
ResponderExcluirpreparar aula é algo fundamental no ensino de qualquer disciplina, porém, não entra nas atribuições dos tutores. Os conteúdos já estão prontos quando chegam a nós.
Concordo no ponto onde onde você fala em conhecer a turma. É difícil conhecer cada um, mas é sempre algo interessante.
Também acho interessante que se tenha uma analise do curso junto aos alunos. As opiniões deles sempre podem nos ajudar a evoluir, tornando os cursos melhores.
Acho que faltou falar sobre o mais importante, que é o andamento de um curso em si. Os pontos 2 e 3, interpretei como dizendo a mesma coisa.