quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Atividades tutoriais (David)

Atividades Tutoriais

Com a experiência que pude obter em tutorias, em aproximadamente 5 anos e meio, tenho uma conclusão que vem se solidificando a um bom tempo: é difícil separar as atividades de professor e tutor. O que de fato é responsabilidade de um professor, não vem sendo aplicada em sala de aula, por grande parte de nossos colegas. Abaixo, temos uma descrição sobre uma metodologia de ensino-aprendizagem chamada de seqüência FEDHATI que contextualiza bem o que penso sobre minha atuação:

A seqüência Fedhati dá uma forma seqüenciada, como o próprio nome diz, que nos dará a forma de se construir um determinado conhecimento, que não necessariamente é pra matemática. Mas usando o exemplo mais perto de mim, é isso que tento fazer.

A seqüência didática poderá parecer contraditória ao leitor porque, em essência, pretende não só conciliar a liberdade no desenvolvimento de atividades por parte dos alunos como deve permitir ao professor intervir em certos momentos com exemplos e/ou contra-exemplos matemáticos, de modo que os objetivos de uma atividade didática proposta não se percam. Entretanto, mesmo que o professor tenha um objetivo específico, não se pode menosprezar a idéia de queao aluno cabe construir seus conhecimentos frente ao saber matemático que se pretende ensinar.

As fases da Seqüência de Fedathi são:

i) Apresentação: transposição didática de um problema matemático para o aluno. Não se trata de um enunciado, mas de um modo de mostrar oproblema. É importante salientar que todo o processo depende datransposição didática Também aqui é estabelecido o contrato didático da atividade com o aluno.

ii) Debruçamento: desenvolvimento da atividade pelo aluno. Neste contexto a postura didática do professor é a de não-intervenção (chamaremos de mão-no-bolso, tomando este gesto como representativo da

postura do professor diante dos alunos) para que o estudante possa pensar,

tentar, errar e colaborar com seus colegas, se for possível, pois assumimos a ideação de que a matemática é uma atividade coletiva.

iii) Solução: formalização e confrontação matemática das idéias do(s) aluno(s). Trata-se da sistematização e organização matemática. Entretanto, a confrontação requer o uso de argumentos matemáticos por meio de contra - exemplos locais e globais, conforme é exposto por LAKATOS (1978). Se a solução do aluno apresentar problemas, este deve retornar ao debruçamento. Caso contrário, significa que a atividade foi desenvolvida a contento.

iv) Prova: neste momento, a solução proposta pelo aluno é formalizada, e as idéias são mais uma vez revisadas.

Então, vejamos o seguinte exemplo: numa sala de aula chegar e jogar um monte de fórmula não tem o retorno que deve ser esperado: o aprendizado. Claro que existem casos específicos, como provas muito longas e difíceis. Mas devemos forçar a construção de todo o processo de conhecimento, raciocínio necessário para se ter uma soluça de um problema. E foi dessa forma que se criaram grandes matemáticos, filósofos, administradores, cientistas e etc. As coisas não surgem do nada. Por isso, acho essa forma do professor atuar muito próxima do TUTOR.

Sabemos que temos várias referências sobra a forma de como o tutor deve atuar. Mas, tentei levar o que tenho tentado fazer de diferente para compor essa atividade.

Nenhum comentário:

Postar um comentário