domingo, 27 de novembro de 2011

Os Pilares de Paulo Freire

Caro Fabrício e demais colegas tutores, Paulo Freire é bem mais do que um pensador da Educação: ele é, sem sombra de dúvidas, um pensador de toda a Humanidade. No meu entendimento, os ensinamentos freirianos são voltados à uma sociedade saudável e não doente como a nossa. Embora eu não concorde com todo o romantismo implícito na visão freiriana da educação, vamos nós:

- Amor:

Renato Russo, na música Monte Castelo, parafraseando Camões, diz: “Ainda que eu falasse a língua dos homens. E falasse a língua dos anjos, sem amor eu nada seria.” Dentre todos os sentimentos, é o mais nobre. O professor cujo fazer educacional tem como alicerce tão importante sentimento é feliz, pois faz do seu ato profissional um caminho para a sua satisfação pessoal. Admito que eu ainda trabalho por amor, dentro de minhas limitações humanas. Procuro envolver-me em minha prática educação de corpo e alma.

- Humildade

Devemos ser humildes, enquanto professores, no que diz respeito ao fato de estarmos sempre aprendendo em nossa atuação educação. Ninguém é dono ou detentor de toda a sabedoria do Universo. Sou partidário da idéia de que quem ensina está sempre a aprender. Lembremo-nos do slogan da Unfor: Ensinando e Aprendendo. No entanto, ao ser humilde, o professor não deve despir-se das idiossincrasias próprias ao papel de professor que está desempenhando.

- Fé nos Homens

O professor sempre deve partir do princípio de que o aprendizado é uma troca estabelecida entre ele e seus alunos fundamentada na boa-fé. Os alunos devem dar crédito ao que o professor lhes ensina, bem como o professor deve acreditar no fruto do aprendizado adquirido por seus alunos. Minha prática educacional é alicerçada na confiança que tenho no meu trabalho e na capacidade que os meus alunos têm de aprenderem o que lhes ensino. Desconfiar dos atos de um aluno, só quando ele não confia em mim e age sempre no objetivo de quebrar essa relação de confiança, de cumplicidade, por assim dizer.

- Pensar Crítico

Dentre os ensinamentos que um professor deve oferecer aos seus alunos, vem em primeiro lugar. O professor deve ser capaz, seja lá em que modalidade de ensino for, seja lá qual for a disciplina ministrada, de provocar seus alunos o senso de criticidade, para eles possam relacionar o conhecimento adquirido com a sua realidade presente. Se essa visão crítica não é despertada, o professor reduz-se, ativamente, a um repassador de conhecimento e, o aluno, passivamente, a um absorvedor deste conhecimento. Na minha prática educação, gosto de fazer indagações aos meus alunos de modo a despertar-lhes a visão crítica do conteúdo em estudo.

- Esperança

Todo o trabalho do professor, sendo agente transformador e formador que é, deve estar voltado para a construção de uma sociedade livre, justa e solidária. Na esperança de que esse objetivo seja alcançado, o fazer educacional deve vestir-se de amor, humildade, fé nos homens e pensar crítico. Ninguém ensina nem ninguém aprende algo se não objetiva, com fé e esperança, obter melhorias em sua vida, seja nos aspectos material ou espiritual.

Batendo um Papo

Bater um papo é, antes de tudo, a comunicação que fazem entre si duas ou mais pessoas ao mesmo tempo. Assim, para que essa comunicação seja positiva e surta os efeitos dela exigidos, é importante que o professor-tutor tenha alguns cuidados antes, durante e após o tempo em que ela durar, dentro os quais destaco:

Antes:

- Avisar aos alunos sobre o horário em que ocorrerá a sessão;

- Limitar a quantidade de alunos por sessão para que o bate-papo não vire uma verdadeira Babel do aprendizado.

Durante:

- Estabelecer regras básicas de comunicação, tais como: cada participante do bate-papo deve respeitar as opiniões dos demais, mesmo que não concorde com as mesmas, e dos colegas exigir respeito às suas opiniões; cada tema será discutido de modo que todos tenham esgotadas suas dúvidas.

- Pautar o tema da discussão, dando-lhe um seguimento lógico e compreensivo à aos questionamentos.

- Estimular a interação entre os integrantes durante o bate-papo, fazendo com que cada aluno dê sua própria opinião em relação aos posicionamentos dos demais colegas.

Após

- Disponibilizar o histórico das discussões, caso haja a necessidade de que algum dos alunos queira questionar posteriormente um ou outro ponto discutido.

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