domingo, 27 de novembro de 2011

Pilares dda educação para o século XXI

Olá tutores...

Estive dando uma olhada pela internet e encontrei um site muito interessante que nos traz de forma bastante simplificada os quatro pilares para a educação do século XXI.
Dessa forma decidi posta a mensagem completa, resguardando todos os direitos do autor, tendo em vista que o texto possui uma relevandia bem interessante.

Apreciem a leitura...

Site:
http://www.educacional.com.br/articulistas/outrosEducacao_artigo.asp?artigo=artigo0056

Os quatro pilares de uma educação para o século XXI e suas implicações na prática pedagógica
Zuleide Blanco Rodrigues*

O livro Educação: um Tesouro a Descobrir, sob a coordenação de Jacques Delors, aborda de forma bastante didática e com muita propriedade os quatro pilares de uma educação para o século XXI, associando-os e identificando-os com algumas máximas da Pedagogia prospectiva, e subsidia o trabalho de pessoas comprometidas a buscar uma educação de qualidade. Diz o texto na página 89: “À educação cabe fornecer, de algum modo, os mapas de um mundo complexo e constantemente agitado e, ao mesmo tempo, a bússola que permite navegar através dele”.

Segundo Delors, a prática pedagógica deve preocupar-se em desenvolver quatro aprendizagens fundamentais, que serão para cada indivíduo os pilares do conhecimento: aprender a conhecer indica o interesse, a abertura para o conhecimento, que verdadeiramente liberta da ignorância; aprender a fazer mostra a coragem de executar, de correr riscos, de errar mesmo na busca de acertar; aprender a conviver traz o desafio da convivência que apresenta o respeito a todos e o exercício de fraternidade como caminho do entendimento; e, finalmente, aprender a ser, que, talvez, seja o mais importante por explicitar o papel do cidadão e o objetivo de viver.

Os pilares são quatro, e os saberes e competências a se adquirir são apresentados, aparentemente, divididos. Essas quatro vias não podem, no entanto, dissociar-se por estarem imbricadas, constituindo interação com o fim único de uma formação holística do indivíduo.

Jacques Delors (1998) aponta como principal conseqüência da sociedade do conhecimento a necessidade de uma aprendizagem ao longo de toda vida, fundamentada em quatro pilares, que são, concomitantemente, do conhecimento e da formação continuada.

A seguir, é apresentada uma síntese dos quatro pilares para a educação no século XXI.

Aprender a conhecer – É necessário tornar prazeroso o ato de compreender, descobrir, construir e reconstruir o conhecimento para que não seja efêmero, para que se mantenha ao longo do tempo e para que valorize a curiosidade, a autonomia e a atenção permanentemente. É preciso também pensar o novo, reconstruir o velho e reinventar o pensar.

Aprender a fazer – Não basta preparar-se com cuidados para inserir-se no setor do trabalho. A rápida evolução por que passam as profissões pede que o indivíduo esteja apto a enfrentar novas situações de emprego e a trabalhar em equipe, desenvolvendo espírito cooperativo e de humildade na reelaboração conceitual e nas trocas, valores necessários ao trabalho coletivo. Ter iniciativa e intuição, gostar de uma certa dose de risco, saber comunicar-se e resolver conflitos e ser flexível. Aprender a fazer envolve uma série de técnicas a serem trabalhadas.

Aprender a conviver – No mundo atual, este é um importantíssimo aprendizado por ser valorizado quem aprende a viver com os outros, a compreendê-los, a desenvolver a percepção de interdependência, a administrar conflitos, a participar de projetos comuns, a ter prazer no esforço comum.

Aprender a ser – É importante desenvolver sensibilidade, sentido ético e estético, responsabilidade pessoal, pensamento autônomo e crítico, imaginação, criatividade, iniciativa e crescimento integral da pessoa em relação à inteligência. A aprendizagem precisa ser integral, não negligenciando nenhuma das potencialidades de cada indivíduo.

Com base nessa visão dos quatro pilares do conhecimento, pode-se prever grandes conseqüências na educação. O ensino-aprendizagem voltado apenas para a absorção de conhecimento e que tem sido objeto de preocupação constante de quem ensina deverá dar lugar ao ensinar a pensar, saber comunicar-se e pesquisar, ter raciocínio lógico, fazer sínteses e elaborações teóricas, ser independente e autônomo; enfim, ser socialmente competente.

Uma educação fundamentada nos quatro pilares acima elencados sugere alguns procedimentos didáticos que lhe seja condizente, como:

Relacionar o tema com a experiência do estudante e de outros personagens do contexto social;
Desenvolver a pedagogia da pergunta (Paulo Freire e Antonio Faundez, Por uma Pedagogia da Pergunta, Editora Paz e Terra, 1985);
Proporcionar uma relação dialógica com o estudante;
Envolver o estudante num processo que conduz a resultados, conclusões ou compromissos com a prática;
Oferecer um processo de auto-aprendizagem e co-responsabilidade no processo de aprendizagem;
Utilizar o jogo pedagógico com o princípio de construir o texto.
Conclusão
Presenciamos um momento muito importante em nosso país, o da demanda por educação, que, ao crescer, faz com que sociedade e instituições, em uníssono, movimentem-se no atendimento a essa urgência nacional. Essa é uma tarefa importante e é isso que se espera que o Brasil faça. Temos materiais e idéias. É preciso pôr em prática todos os estudos e projetos para a modernização da educação.
Para mudar nossa história e lograr conquistas, precisamos ousar em cortar as cordas que impedem o próprio crescimento, exercitar a cidadania plena, aprender a usar o poder da visão crítica, entender o contexto desse mundo, ser o ator da própria história, cultivar o sentimento de solidariedade, lutar por uma sociedade mais justa e solidária e, acima de tudo, acreditar sempre no poder transformador da educação.

Sugestão de leituras
DELORS, Jacques (Coord.). Os quatro pilares da educação. In: Educação: um tesouro a descobrir. São Paulo: Cortezo. p. 89-102.

FREIRE, Paulo; FAUNDEZ, Antonio. Por uma pedagogia da pergunta. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1985.

Pilares de Paulo Freire

Bem, para este exercício, descreverei algumas situações onde se pode identificar os cinco pilares: AMOR, HUMILDADE, FÉ NOS HOMENS, ESPERANÇA E PENSAR CRÍTICO.

AMOR - Um sentimento essencial para a humanidade, sua ausência gera ódio, frieza, violência, insensibilidade. Diferentemente de como diz certo governante (que prefiro não citar o nome) "O professor deve trabalhar por amor e não por dinheiro". Aproveito sua frase e faço uma correção essencial. "Professor não deve trabalhar por amor, e sim, com amor". As inocentes relações de afeto, preocupação, carinho e sensibilidade do professor para com seus alunos, cuja satisfação se dá em ter para si mais um amigo com que contar e compartilhar os bons e maus momentos do seu dia-a-dia educacional.

HUMILDADE- Como diria o próprio Freire, o professor deve ter sempre a consciência do inacabamento, ou seja, seu aprendizado nunca deve acabar. ser humilde é também ter a consciência de que não somos donos da verdade ou que já sabemos muita coisa. O professor deve ser humilde ao reconhecer a insignificância de seus conhecimentos adquiridos, diante daqueles que ainda estão por vir. Ser humilde é também saber ouvir no momento que se é pra ouvir. ser humilde é saber reconhecer os próprios erros e ter disposição e boa vontade para consertá-los.

FÉ NOS HOMENS- Funciona como uma relação de mutualismo, o professor deve ter fé no aluno e vice-versa. É uma construção que se faz com união e força de vontade. Isoladamente, dificilmente esse pilar se sustenta. Para o professor é importante mostrar que ele acredita no aluno não só como aluno, mas também como ser humano. É de vital importância que o estudante não seja um desmotivado por natureza, ele deve ter a certeza de que alguém acredita nele, de que ele pode, de que ele tem de onde tirar forças para superar seus obstáculos. Da mesma forma, o professor também necessita de uma afirmação proveniente de seus alunos, mostrando que toda a dedicação e fé do que ele tem não será em vão. Esse pilar está relacionado com a motivação.

ESPERANÇA - A última que morre, a única sobrevivente da caixa de Pandora, anda lado-a-lado com a fé, sem fé não há esperança e vice-versa, assim como também não há amor. A esperança não vale apenas para assuntos relacionados aos conteúdos que são estudados em uma sala de aula, mas principalmente a vontade dese ter um mundo mais justo e mais correto. Seja qual for o anseio do estudante, ele nunca deve deixar de ter esperança, e mais com a ajuda de seu grande mestre, esse esperança nunca deve deixar de ser alimentada, por mais difícil que seja.

PENSAR CRÍTICO- Ver o Mundo como ele está hoje em dia, não significa aceitá-lo. O estudante deve ter a consciência de que ele pode mudar não apenas o Mundo, mas também outras coisas que desejar, mas primeiro, deve se ter uma crítica em relação ao que ser quer mudar, um Pensar Crítico. Esse pilar é construído durante toda vida do ser humano, grande parte dele, em ambientes onde há a interação com outras pessoas, como a escola por exemplo. O professor não só deve estimular o Pensar crítico do aluno, como também deve orientá-lo em suas exclamações e interrogações, principalmente no que diz respeito em respeitar as opiniões alheias, pois o Pensar crítico se desenvolve com diferentes intensidades em cada se humano.


Durante o desenvolvimento da disciplina o tutor terá a sua disposição uma ferramenta para contato direto com os estudantes, são as chamadas ferramentas síncronas, onde podemos destacar os “chats”, um recurso importantíssimo para o tutor, já que o mesmo é a única ferramenta síncrona obrigatória a ser utilizada durante o desenvolvimento de uma disciplina. Um chat pode ter vários objetivos, dentre eles podemos destacar que nos chats pode-se promover: discussões e debates sobre determinados temas entre alunos e tutores, atividades de perguntas e respostas elaboradas pelo tutor aos seus alunos, esclarecimentos de dúvidas sobre determinados temas. No chat o professor-tutor deve estar preparado para atender as necessidades de seus alunos, como também deve estar capacitado para promover as discussões entre a turma, sempre de modo formal e íntegro, intervindo da maneira certa e no momento certo

O que fazer em uma sessão de chat:

ANTES...

- Incluir as sessões de chats no calendário da disciplina e divulgar os mesmos aos alunos para que os mesmos possam programar-se antecipadamente.
- Lembrar aos cursistas da data e horários do blog periodicamente quando uma sessão se aproxima.
- Organizar as divisões da turma para cada sessão de chat, fazendo com que a quantidade de alunos torne as discussões proveitosas.
- Reunir e organizar todo o material a ser utilizado com antecedência para evitar transtornos durante o chat.
- Planejar as ações a serem realizadas no chat.

DURANTE

- Orientar aos alunos sobre as regras a serem obedecidas para a realização de um chat satisfatório.
- Controlar as postagens dos alunos para que as idéias não fiquem fora de ordem.
- Felicitar e corrigir aos cursistas sempre que necessário, com a devida seriedade.
- Interagir com os alunos para que os mesmos possam ficar mais motivados com as discussões.

DEPOIS

- Disponibilizar a versão textual do chat para eventuais esclarecimentos de duvidas.
- Solicitar aos alunos, suas opiniões e reflexões sobre as discussões ocorridas no chat, em uma espécie de "feedback".

Dialogicidade em práticas interativas da área de exatas

Durante os casos acima, você lembrou alguma situação que já aconteceu com você?

No Blog, compartilhe exemplos de cada um dos elementos (amor, humildade, fé nos homens, esperança e um pensar crítico). Escreva situações reais ou algo que tenha chamado atenção sobre os elementos de dialogicidade de Paulo Freire.

O diálogo é a ferramenta essencial para que ocorra a comunicação entre os pares (tutores e alunos), é um instrumento de libertação (FREIRE, 2006 apud DAVID), pois com ela podemos aprender e ensinar, podemos assim compartilhar os diversos conhecimentos que vivenciamos, interpretando essa “história da vida” conforme a nossa necessidade e observação.

Devido a esses conhecimentos de mundo, que nos tornam ímpar em uma sociedade, somos detentores de conhecimentos distintos (tutor e aluno),

Assim, a partir do momento em que nos tornamos autônomos na construção do conhecimento, seremos capazes de ensinar e aprender cada vez mais.

A proposta da EaD é que sejamos os protagonistas dessa construção onde todos dependem da participação de cada pessoa, para que possamos construir o aprendizado, individual e coletivo.

Conforme citado pelo artigo, “o diálogo freiriano possui cinco pressupostos que norteiam a comunicação educador-educando: amor, humildade, fé nos homens, esperança e um pensar crítico” (DAVID).

Neste contexto, procuro desenvolver a minha vida nesses pressupostos, onde desenvolvo uma prática onde os alunos são os agentes importantes na sala de aula, pois cada participação é valorizada, seja uma dúvida ou acréscimo dos conteúdos abordados (seja presencial ou virtual), assim, o aluno pode iniciar um processo crítico sobre a “verdade científica” e buscar novos conhecimentos em outras fontes de pesquisas. Procuro desenvolver a prática em que todos que queiram se pronunciar serão ouvidos e respeitados nas suas colocações. Acredito que assim eles buscam a autonomia e a confiança que são capazes de aprender e ensinar e quando “errarem” poderem consertar e acertar.

Planejando bate-papo

O bate-papo é uma ferramento importante na EAD, pois é um valioso recurso para reforçar a parte conceitual do conteúdo, assim como auxiliar e tirar dúvidas na solução dos exercícios. Contudo, tem suas dificuldades inerentes devido ao fato de ser uma ferramenta síncrona à distância. Para maximizar o aproveitamento do bate-papo, podemos organizar a atividade em 3 etapas:


Antes

- Definir o assunto a ser debatido para evitar fuga ao tema e permitir que os alunos se preparem.
- Definir o horário da atividade.
- Fazer sessões com no máximo 7 alunos.

Durante

- Orientar os alunos a não simplesmente copiarem e colarem coisas da internet.
- Enfatizar qual o objetivo do chat: Falar sobre muitas coisas na mesma atividade pode confundir os alunos e perder o foco.
- Definir uma ordem de participação para que apenas um aluno faça uma postagem por vez.
- Responder cada aluno e fazer um questionamento para estimular a curiosidade e interesse do mesmo.
- Se possível, tentar fazer uma rodada de perguntas e respostas entre alunos e mediar sempre que possível.

Depois

- Disponibilizar a cópia do bate-papo para os alunos.
- Disponibilizar, se possível, material de apoio sobre
o assunto abordado.

Abraço,

Elementos da dialogicidade de Paulo Freire

Caros colegas tutores, realmente os ensinamentos de Paulo Freire são esclarecedores para uma prática docente justa e correta.

Realmente a concepção de amor e afetividade defendida, ultrapassa a simples ideia de "passar a mão na cabeça do aluno e fechar os olhos aos erros cometidos pelos mesmos", está inserida no querer o crescimento do mesmo, que ele atinja sua plenitude, logo, um professor tutor que não está ligado a turma e disponível ao aluno, dificilmente passará de um mero treinador ou transferidor de conhecimento (concepção educacional bancária). Cria vinculo com a turma é uma ótima base para se facilitar a construção do conhecimento.

O respeito ao conhecimento prévio do aluno sobre assunto deve ser levado em conta, pois, passamos de uma aula expositiva para uma aula dialogada, onde opiniões são defendidas. Criando assim, uma atmosfera colaborativa para o processo de ensino-aprendizagem.

Todos podem aprender química, acreditar na possibilidade de redenção de alunos com notas ruins que querem desistir é um fator determinante para a caminhada, palavras de incentivos são fundamentais para a continuação de muitos alunos no curso.

Muitos alunos não sabem ou não tem ideia do potencial transformador de sua atuação profissional no futuro, saber onde atuar e como poderiam ajudar na construção de uma sociedade mais justa para todos.

Baseado nesses pilares a função do professor tutor é muito mais ampla, não basta deter o conhecimento tem que criar vinculo afetivos(querer que tudo dê certo), respeitar ao aluno, suas indagações para poder assim facilitar essa aula dialogada proposta por Paulo Freire, acreditar em todos e principalmente nos alunos ruins, pois, o aluno bom aprender com ou sem sua intervenção, e praticar em sala um sentimento de não aceitação do fechado e acabado, e sim do discutido e entendido.


Att,


Willame.

Os Pilares de Paulo Freire

Como é do conhecimento de todos Paulo Freire pautou sua obra sobre esses 5 pilares (amor, humildade, fé nos homens, esperança e um pensar crítico),que a nosso ver deveriam estar não somente no processo de aprendizagem, mas em todas as atividades humanas, pois se analisarmos utilizando uma visão macro encontramos esses 5 pilares até na constituição básica do cristianismo (nos evangelhos), essa visão não é somente minha Paulo Freire em um dado momento de sua existência expressou-se a esse respeito.

Como experiência pessoal poderia relatar inúmeros momentos onde dentro de um ambiente escolar já presenciamos a manifestação desse pilares, tanto na relação discente x docente como entre os mesmos, no entanto queremos trazer a lume a atitude que muitos de nós já presenciamos que é quando uma professor(a) acalanta uma criança que está chorando, muitas vezes choro esse ocasionado por algum fator externo à própria escola, nesse acalanto percebe-se uma ansiedade de que a mesma volte ao seu estado natural, naquela ocasião aquele(a) professor (a) está simplesmente substituindo um comportamento materno no qual também, sem sombra de dúvidas, está englobado todos os pilares estabelecidos na pedagogia de Paulo Freire.

Franzé